Das minhas mãos nasceram pincéis,
Que te desbravaram a roupa.
Deixando os contornos à solta. Selvagens.
Sem régua. Sem esquadro.
Da boca saíram as primeiras aguarelas.
Na cor do preto.
Na imensidão do branco.
Ondas pinceladas na pele sôfrega.
Carente. Arrepiada.
Que se debate. Se rende.
E eis que a tinta escorre lentamente.
Agitada. Espessa.
Quente. Quente…
E ganha forma um novo ser,
No quadro que fiz de ti,
A imagem de uma nova mulher.

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