quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Volta

- Flora Figueiredo -
Volta
Porque te quero sugar a ebulição

e a efervescência

Porque preciso denegrir a tua ausência.

Volta.

Porque o espaço oco permanece

sem teu espasmo louco.
Porque a vida desleixa e desmerece.
Porque falta seiva à flor
Que oscila e pasma
e tomba a graça insana que se rasga.
Volta.
Para vestir a alma rala e nua,
assumir o êxtase,
renovar o sangue.
Volta, que me preciso tua

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