quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Lésbicas na literatura

Onde estão as mulheres lésbicas na história da literatura?

A literatura é considerada uma das mais altas formas de cultura, entretanto, seus maiores cânones ainda estão ligados à figura masculina. Autoras mulheres, costumeiramente, não são a primeira opção para a maioria das pessoas. Enquanto há centenas de homens considerados como notáveis nessa área, quantas mulheres são consideradas pilares da literatura?
Quando o recorte é a sexualidade, a representatividade de mulheres lésbicas é ainda menor, e quando há, elas têm suas orientações invisibilizada, como o caso de Virginia Woolf, escritora inglesa que teve seus principais trabalhos publicados durante a década de 1920 e que por muitos anos teve de limitar sua sexualidade ao cotidiano doméstico/familiar.A visibilidade da literatura feminina está sendo a cada dia mais debatida como reflexo da efervescência do feminismo, mas, mesmo assim, o trabalho das autoras lésbicas nesse ambiente continua relegado ao segundo plano, e como qualquer outro tópico, a representatividade é fundamental. Por isso selecionamos 11 autoras lésbicas, em um breve perfil para você conhecer!
Alice Walker
Walker iniciou sua carreira de escritora com Once, um volume de poesias, e alcançou fama mundial com A Cor Púrpura, premiado com o Prêmio Politzer de Ficção, e deu origem a um filme dirigido por Steven Spielberg, com a atriz Whoopi Goldberg no papel principal.
Vernon Lee
Lee foi membro da organização anti-militarista, durante a Segunda Guerra Mundial, e seu trabalho Satanás, o Waster, levaram-a ao ostracismo pela geração mais nova de estudiosos e escritores, até que em 1990, a pesquisa feminista a ‘trouxe’ novamente para a academia e às discussões.
Vange Leonel
Leonal se assumiu lésbica em 1995, e desde então começou a militar pela causa LGBT e pelos direitos das mulheres. Em 1999 publicou seu primeiro livro, Lésbicas, seguido por Grrrls: Garotas Iradas em 2001; ambos são coletâneas das crônicas que escrevia para a extinta revista LGBT Sui Generis entre 1997 e 2000. Também já chegou a escrever para a Revista da Folha, Carta Capital e Mix Brasil, e junto a Cilmara Bedaque mantinha um blog sobre cervejas de nome Lupulinas.
Rita Mae Brown
A prolífica escritora norte-americana é famosa pelo seu primeiro romance, Rubyfruit Jungle, publicado em 1973, onde falava de temas do universo lésbico. Brown ainda escreveu mais de 10 novelas, e peças de teatro e produtos para TV.
Sarah Waters
Waters é britânica e entre seus maiores sucessos estão Tipping The Velvet (Toque de Veludo) e Fingersmith (Falsas Aparências), romances que se passam na era vitoriana de Londres entre 1837 e 1901. Todos os romances da escritora são centrados em personagens lésbicas e o único que ainda não virou filme ou seriado é o The Little Stranger.
Karla Lima e Pya Pêra
Em um universo hétero normativo em que as narrativas dificilmente contemplam o amor entre duas mulheres, o casal de autoras lésbicas brasileiras Karla Lima e Pia Pêra converteram suas experiências como casal em romances.
Gertrude Stein
Stein escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, livro fundamental da vanguarda dos anos 1910, 20 e 30. Com estilo muito próprio, a narrativa conta como jovens artistas e escritores vindos das mais diversas partes do mundo se encontram em Paris para traçar, o que seria anos depois, os novos caminhos para a arte.
Elizabeth Bishop
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Considerada uma das mais importantes poetisas do século XX a escrever na língua inglesa, Bishop viveu no Brasil, com sua companheira, a arquiteta Lota de Macedo Soares, e enquanto vivia aqui, recebeu o Prêmio Pulitzer de Poesia (em 1956) pelo livro North & South — A Cold Spring.
Audre Lorde
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Politicamente ativa nos direitos civis, anti-guerra e movimento feminista, escreveu seu primeiro livro de poesias, The First Cities em 1968, e Cables to Rage em 1970, onde traz o poema Martha, em que fala pela primeira vez sobre sua homossexualidade. Em 1980, juntamente com Barbara Smith e Cherríe Moraga, fundou a Kitchen Table: Women of Color Press, a primeira editora dos Estados Unidos para as mulheres negras.
Angela Davis
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Professora e Filosofa socialista norte-americana, alcançou a notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história dos Estados Unidos.
Fonte: Nosso amor existe

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