Retirado da Página Contos lésbicos
Meu nome é Lavínia, 24 anos, cabelos e olhos castanhos, 1,65 altura, apaixonada por música e artes e lésbica desde que me conheço. Desde muito cedo descobri que gostava de moças ao invés de rapazes, a primeira menina que eu fiquei eu tinha 12 anos era uma amiguinha de escola, a Renata era mais velha, tinha 16.
Meu nome é Lavínia, 24 anos, cabelos e olhos castanhos, 1,65 altura, apaixonada por música e artes e lésbica desde que me conheço. Desde muito cedo descobri que gostava de moças ao invés de rapazes, a primeira menina que eu fiquei eu tinha 12 anos era uma amiguinha de escola, a Renata era mais velha, tinha 16.
Nunca gostei de meninas da minha idade sempre fui evoluída em questão de mulheres, achava que pirralhas da minha idade não tinham nada a acrescentar, enquanto eu ouvia Chopin e Beethoven as meninas da minha idade brincavam de boneca.herdei ótimas referencias musicais do meu pai que era maestro e professor de violino, Alberto como eu respeitosamente o chamava me inspirou a amar a música, desde os 8 me apaixonei por violino e desde então troquei as bonecas pela música, na verdade nunca gostei de brincar de bonecas (risos).mas essa historia não é para falar do meu amor pelo violino e sim do meu amor pela Beatriz, então Vamos lá...
Capitulo I : Meus novos vizinhos
Tudo começou quando eu tinha 16 anos, morava em um condomínio fechado no Bairro de Apipucos, família classe média alta graças ao suor esforço e dedicação do meu pai musico e minha mãe diretora de uma escola de Referencia no Recife. Nesse condomínio moravam muitos músicos e artistas plásticos e em um belo domingo observo chegar uma mudança para a casa ao lado, nunca fui muito curiosa mas dei uma olhada e só vi um rapaz que devia ter a mesma idade que eu e uma mulher por volta dos 40 anos, estava eu sentada na varanda e a mulher super simpática deu um sorriso, levantei e ofereci ajuda, o nome dela era Sandra e o rapaz seu sobrinho João, ele tinha 15 anos, loirinho, alto e super simpatico. de inicio pensei que Sandra fosse sua mãe mas na verdade era a tia do João, a mãe se chamava Beatriz e ainda estava na França resolvendo alguns assuntos para poder voltar ao Brasil.
Soube que Beatriz era musicista de uma orquestra na frança e também professora de Frances, ela assim como eu tocava e era apaixonada por violino, e mesmo sem a conhecer já me identificava com ela.
Fiquei amiga muito rápido do João e no inicio minha mãe Laura mesmo sabendo a minha opção sexual ficou feliz por eu está passando muito tempo com um menino, coisa de mãe achar que porque sua filha lésbica estava passando um tempo com um garoto ela ia se tornar hétero (risos). Na verdade o João e eu passávamos a maior parte do tempo juntos ouvindo música e ele falando das historias de sua mãe, que eram muitas e super interessantes, tão interessantes que eu até ficava imaginando como era aquela mulher.
eu ainda não sabia nem como ela era e nem a idade dela, mas antes dela chegar de viagem ele me falou que ela era super nova, tinha 32 anos, teve o João com 15 anos.
Teve o João super nova porque se envolveu com o pai do João que era seu colega de conservatório, mas foi um envolvimento bem rápido que só durou meses até ela engravidar. ele não gosta muito de falar sobre o pai, diz que sua mãe faz com excelência os dois papeis.
Assim que Beatriz engravidou a Sandra foi morar na França com ela para ela não abandonar seu sonho, ele conta que as duas são muito unidas e que também chama a Sandra de mãe porque ela é tão importante quanto a Beatriz.
Contou que Beatriz e Sandra são totalmente diferentes, Sandra super louca e descolada, o tipo de pessoa que faz amizade fácil, já Beatriz é séria, comprometida e recatada, vive pra música.
me contou que parecia irmão da Beatriz e quando saiam juntos ela era super paquerada por seus amigos, mas que ela não dava bola pois era muito especial, não era pro 'bico' deles. no momento não entendi o termo ''especial'' só vim entender isso mais tarde.
De cara o João soube de mim, ele apesar de ser Hétero tinha o gaydar bem aguçado, era sensível e capitava as informações mais difíceis e foi isso que fez nossa amizade se tornar ainda mais forte, as vezes só no olhar ele me entendia e era reciproco.
Capitulo II : A chegada de Beatriz
Finalmente Beatriz chegou, depois de quase 1 mês...
A Sandra e o João foram buscar a Beatriz no Aeroporto enquanto eu fui fazer o meu teste para entrar no conservatório.
Já estava impaciente querendo chegar logo em casa para conhecer a mãe do João, cheguei em casa por volta das 19hrs, passei em casa e tomei banho e fui correndo para a casa dos vizinhos, não entendia o motivo daquela ansiedade toda mas estava super ansiosa.
Lembro como se fosse hoje o momento em que a conheci, cheguei lá toquei a campainha e ela abriu a porta pra mim, uma loira com cabelos um pouco abaixo do ombro, 1,70 de altura, olhos azuis e o corpo mais bonito que eu já vi. Beatriz estava usando um vestido branco de alcinha e um casaco bem leve por cima do vestido, abriu a porta com um sorriso enorme e me abraçou...
Beatriz: _ Então você é a famosa Lavínia e futura musicista?! o João e a Sandra me falam muito sobre você,
tanto que eu fiquei até ansiosa pra te conhecer! (risos)
Nossa, o sorriso dela era lindo, tão lindo que me deixou até sem palavras por um momento. pra não passar vergonha ou demostrar que a mãe do meu amigo mexeu comigo eu voltei a sí e respondi:
_ Eu que estava ansiosa pra te conhecer, parece até que eu já te conheço de tanto que eles falam sobre você.
Rimos uma pra outra e entramos. Ela me falou que a Sandra foi jantar com o namorado e que o João foi tomar banho, me convidou para ajuda-la a terminar o Jantar e ficamos conversando por um bom tempo sozinhas.
me senti muito a vontade com ela, parecia que nos conheciamos, talvez até de outras vidas, mas eu só sei que ela era tão interessante que eu não conseguia parar de olha-la
não sei se eu estava ficando maluca mas sentia que ela me olhava com a mesma intensidade.
o João desceu para o jantar e ficamos até bem tarde conversando até a Sandra chegar e eu ir pra casa dormir.
Os dias foram se passando e nós duas ficamos bem próximas, a música nos unia, passávamos horas falando sobre musicas e começou a fazer parte da minha rotina passar um tempo com ela, quando eu chegava em casa a tarde ela já estava me esperando para ajudar a organizar sua sala particular que ela guardava seus instrumentos, livros e prêmios... o mais engraçado é que ela não deixava nem o João entrar nessa sala e com isso eu me sentia especial, as vezes me pegava perdida naquele par de olhos azuis, que olhos, eu viajava neles, na verdade eu sentia que poderia morar ali e sentia que ela sabia disso.
eu tentava me conter pois ela era mãe do meu melhor amigo mas ela era jovem, interessante, linda...não tinha como evitar a atração. mas era mais que atração. Sabe aquela sensação de sentir que pertence a alguém? eu sentia que pertencia a ela. que meus beijos, corpo,coração, tudo era dela. não foi paixão a primeira vista pois eu já sentia que era dela antes mesmo de conhece-la, conhecer só fez eu ter certeza. e a cada dia essa certeza só aumentava.
Capitulo III : Perdida em meus pensamentos
Beatriz e eu estávamos cada dia mais envolvidas, mesmo que inconscientemente.
o João não era mais o motivo principal de frequentar a casa dele, ele estava namorando a Fê, minha amiga de conservatório e mesmo assim eu passava muito tempo na casa dele.
nunca faltava assunto ou o que fazer com a Beatriz, quando não estávamos conversando, assistindo filmes ou ouvindo música, saiamos um pouco.
e a cada dia que se passava eu me sentia mais dela.
a noite antes de dormir eu sempre me perdia em meus pensamentos, imaginava como seria o beijo, o gosto, o toque dela. pensava como seria fazer amor com aquela mulher e isso me tirava o sono.
Mesmo eu sentindo que era correspondida eu sabia que ela tinha um bloqueio pelo fato de eu ser mas nova, pois muitas vezes ela brincava me perguntando porque eu não era um pouco mais velha e isso me doia um pouco pois eu sentia que isso iria dificultar muita a nossa historia. o fato dela me ver como uma menina amiga do filho dela estava mudando, ela me via agora como a menina que ela desejava ter mas eu ainda era uma menina e isso deixava ela na defensiva e eu não podia fazer nada a não ser respeitar os medos dela por mais que eu achasse desnecessário, pois o que eu queria mesmo era levar aquela mulher pra cama e mostrar a ela que meninas também sabem fazer amor.
Capitulo IV : Feliz 17 anos \o/
Finalmente chegou meu aniversário de 17 anos, preferia que fosse 18 pra ver se assim a Beatriz olhava pra mim.
Nunca gostei de festa surpresa mas todo ano meus pais davam um jeito de fazer uma festa.
quando acordei fui ver minhas mensagens e uma delas chamou minha atenção, era mensagem da Beatriz: _ Olha pela Janela!
Achei engraçado e fui olhar, me deparei com um cartaz super fofo na Janela dela que dizia em Francês : Joyeux anniversaire , mon amour ! *:x apaixonado
creio que fiquei uns 15 minutos na janela olhando aquele cartaz (Risos), me senti super especial com o carinho dela, desci tomei café da manhã com meus pais e pedi que não tivesse festa surpresa, inventei que ia sair com uns amigos, não queria magoa-los, só não queria festinha.
Recebi uma ligação do João, ele pediu para eu passar lá para buscar meu presente e me dar um abraço, antes de ir para o conservatório passei lá, ganhei abraços e mimos do João e da Sandra e presente dos dois, fui até a sala da Beatriz e ela estava super concentrada em seu violino, tanta que quando eu cheguei e a abracei ela levou um susto e escondeu uma partitura, eu achei estranho pois ela sempre pedia a minha opinião quando escrevia algo mas passou despercebido pois estava com pressa. ela perguntou se eu tinha algo programado para a noite e disse que não. então ela disse que me daria meu presente a noite e faria nosso jantar. eu nem pensei duas vezes para aceitar.
Fui com João para o conservatório pois ele iria esperar pra almoçar comigo e com a Fê porque iriam acampar em Porto.
Almoçamos, passamos uma tarde super agradável e voltamos para casa por volta das 16hrs, peguei meus presentes na casa dele e ele e Tia Sandra foram pra Porto de Galinhas, a Beatriz ficou em casa com o pretexto de organizar uma pendencias mas eu sabia que ela ficou por causa do meu aniversário e aquilo me deixava na nuvens.
Fui para casa super empolgada cheia de expectativas para nossa noite, escolhi o meu melhor vestido e salto alto, me maquiei e me perfumei como se fosse jantar no melhor restaurante de Recife. pra mim esse era nosso primeiro encontro e ao lado dela era melhor lugar do mundo!
Cheguei na casa da Beatriz e toquei a campainha, ela atendeu, estava linda e quando me viu não conseguiu disfarçar, ficamos paradas de frente pra outra e ela sem conseguir parar de me olhar, nem se quer conseguia falar.
pra quebrar o gelo perguntei brincando se íamos jantar perto da porta, ela sorriu e me convidou pra entrar.
Jantamos e não falamos muito, não conseguíamos parar de nos olhar, olhares cheio de amor, desejo, vontades. passamos o jantar todo trocando olhares. terminamos de jantar, ela pegou na minha mãe e me levou pra sala dela, disse que meu presente estava lá.
Sentamos no sofá, ela pegou o violino e a partitura que escondera mais cedo e começou a tocar, uma música que eu nunca tinha ouvido antes, linda,suave,cheia de amor.
quando acabara de tocar perguntou: _ o que achou?
eu respondi: _ nunca ouvi algo tão lindo!
ela sorridente e feliz, Falou:_ fiz pra você!
eu fiquei um pouco emocionada pois nunca tinha ganho nada parecido e tão especial.
Tirei o violino das mãos dela e dei um abraço bem apertado e agradeci com todo o meu coração. ficamos abraçadas por um bom tempo, como se nosso lugar fosse ali naquele abraço. depois que saímos daquele transe eu a olhei nos olhos, passei a mão delicadamente em seu rosto e a beijei, um beijo suave e cheio de paixão, um beijo que eu passei noites imaginando e que superou qualquer expectativa, finalmente nossas bocas se encontraram e pareciam que pertenciam uma a outra.
Segurei a mão dela e a levei até o tapete da sala, coloquei uma música que ela adorava do Max Viana ''Canções de rei'' e tirei a blusa dela e continuamos a nos beijar e trocar caricias e passamos a noite toda até amanhecer o dia trocando beijos e caricias, ela tinha medo de fazer amor comigo pela minha idade, por mais que ela quisesse sentia que ela travava e eu respeitava, sabia que com a Beatriz teria que ser paciente.
Amanheceu e antes que Sandra e João chegassem de Viagem eu fui pra casa.
Capitulo V : O medo é inimigo do amor
No dia seguinte eu acordei cheia de esperança que aquela noite poderia ter rompido a barreira do preconceito dela com a minha idade e do medo que ela sentia de se entregar a uma mulher mais nova.
Quando menos espero o meu celular toca e é ela do outro lado da linha..
Lavínia:_ Boa Tarde, dormiu bem?
Beatriz:_ Sim e você conseguiu descansar?
Lavínia:_ Bastante!
Beatriz:_ Você quer dar uma volta? preciso conversar.
Lavínia: _ Claro, o que ta acontecendo? tua voz ta estranha.
Beatriz:_ Te encontro no carro aqui em frente ao condomínio em 30 minutos, pode ser?
Lavínia:_Pode!
Beatriz:_ Beijo
Lavínia:_ Beijo, até já!
Desliguei o celular receosa e com o coração apertado, será que eu tinha feito algo errado, será que ela se arrependeu de ter ficado comigo? será que aquela noite não significou nada pra ela?
minha cabeça estava explodindo cheia de perguntas e pensamentos, sempre fui meio de sofrer por antecedência.
Fui tentando me controlar para não demostrar pra ela que estava uma pilha.
entrei no carro e fomos até o calçadão da praia de Boa Viagem, compramos água de côco como de costume e nos sentamos na areia da praia.
Ela começou a conversa...
Beatriz:_ Lavínia, eu tô com medo! medo de me apegar, me entregar, medo de sentir... medo da gente!
Lavínia:_ Beatriz não faz isso, porque você precisa complicar? eu tento te deixar tão segura, te mostrar que sou tua e que só quero a você.
Beatriz:_ Eu sei e é disso que estou com medo, você é só uma menina! caramba você tem a mesma idade que o meu filho. eu já sou uma mulher, tenho uma carreira e um nome a zelar eu não posso ficar com uma menina. eu preciso de alguém da minha idade.
Lavínia:_ Eu pensei que você precisasse de amor, desculpe se me enganei.
Beatriz:_ Não faz assim, não foi isso que eu quis dizer, eu te amo! mas também tem seus pais...tem muitos fatores.
Lavínia:_ Beatriz os meus pais sabem que sou lésbica desde que fiquei com a primeira menina e eu tinha 12 anos! não coloca eles como empecilho!
Beatriz:_ Me perdoa, eu te amo mas não estou preparada.
Lavínia:_ Tudo bem, só me leva agora pra casa, por favor.
Nossos olhos se encheram de lagrimas e fomos o caminho todo sem trocar uma palavra.
desliguei o celular e me tranquei no meu quarto, queria sumir, nunca senti tanta dor, pensei que depois daquela noite ela iria se desprender desses detalhes mas ela não conseguiu e aquilo doía e me consumia de uma maneira que não me deixava fazer mais nada.
Passei duas semanas inteira no meu quarto sem contato com ninguém, não atendia ligações nem visitas, o João todos os dias ia lá em casa as eram tentativas falhas pois nem com ele conseguia falar.
apos quase três semanas mergulhada na minha dor e pensamentos.
Sai para a Varanda e o João estava entrando em casa, quado me viu veio em direção a mim e sentamos juntos, ele me abraçou e perguntou se eu queria conversar, respondi que ainda não tava pronta pra conversar mas aceitava o abraço dele, ficamos calados abraçados quando de repente a porta da casa dele abre e a Beatriz sai com uma mulher alta, bonita e sorridente... quando a Beatriz me viu ficou sem reação, eu não conseguia acreditar que estava vendo ela com outra mulher, o que mais doeu foi ver ela com alguém da idade dela em menos de um mês depois de ter dito que me amava.
fiquei sem reação e algumas lagrimas cairam involuntariamente sem que eu pudesse conter e a Beatriz notou e ao ver ela também sentiu a mesma dor, foi visível.
Pedi desculpas a João e falei que precisava entrar, ele ficou sem entender, mas me deixou ir.
Decidi pedir a meu pai para passar um tempo estudando fora, ele já tinha me feito essa proposta mas nunca tive interesse, até aquele momento.
depois de ver a mulher que eu amava com outra eu não conseguia mais me imaginar perto dela.
No dia seguinte conversei com ele, não aguentava mais esperar pra sumir daquele lugar.
Lavínia:_ Pai, você me fez uma proposta a uns meses atras para eu morar fora por um tempo, eu aceito.
Alberto:_Filha, eu sei porque você quer ir, sei o que você tá sentindo, sei que você quer fugir por causa da Beatriz. Você precisa entender o lado dela e se pra entender você precisa ficar longe eu permito, quero te ver bem e tenho certeza que essa experiencia vai te fazer muito bem.
Lavínia:_ Eu não sei mais o que fazer a não ser ficar longe, ta doendo pai!
Alberto:_Eu sei!
me abraçou apertado e atendeu ao meu pedido.
Passei o mês inteiro focada organizando a minha viagem, isso me ajudava a pensar menos em Beatriz mas mesmo assim pensava nela.
Tranquei o Conservatório, o cursinho de Inglês, me despedi dos meus amigos, mas o mais difícil foi ir na casa do João me despedir deles e falar que iria passar 2 anos estudando fora.
Capitulo VI : A despedida
Decidi contar a eles sobre minha partida só no dia da viagem, talvez com medo de mudar de ideia...
Me lembro como se fosse hoje, era um Domingo de sol e o dia estava lindo, mas em mim chovia, estava angustiada e com o coração apertado, mas ao mesmo tempo sentia a esperança de que com a viagem aquela angustia iria acabar.
Cheguei na casa da Beatriz e eles estavam tomando café e me sentei na mesa com eles, tentei não encarar a Beatriz e isso a deixava incomodada, não olhar pra ela durante todo o café a deixou agoniada, e eu percebia isso.
Acabamos de tomar café da manhã e a Tia Sandra foi abraçada comigo pra sala de estar, questionando porque não aparecia mais lá pra jantar com eles e me dando abraços e falando que estava morrendo de saudades.
quando sentamos no sofá eu criei coragem e falei que ia viajar, a Beatriz tomou um choque e deixou cair o livro que segurava, todos na sala notaram como ela ficou nervosa.
deu uma desculpa e foi para a sala dela.
me despedi de todos e fui atras dela em sua sala particular, mesmo estando magoada aquela mulher era o amor da minha vida e eu não achava justo não me despedir.
bati na porta e ela mandou eu entrar, entrei e fui logo falando: _ Você não vai se despedir de mim?
Beatriz:_ Eu não sou boa com despedida ( nesse momento vi seu olhos se encherem de lagrimas)
Lavínia:_ posso te dar um abraço?
ela consentiu chorando e nos abraçamos.
Beatriz:_ Eu te amo, te amo muito! me perdoa por não conseguir fazer isso agora.
Lavínia:_ Não precisa se desculpar, tô magoada com o que você fez, e preciso ter um tempo pra mim, colocar minhas ideias no lugar, sei que isso vai passar é só questão de tempo.
Beatriz:_ Eu não amo a Betty, Lavínia, mas eu precisava tentar conhecer alguém pra tentar me manter longe de você.
Lavínia:_ Não precisa explicar, amo você!
Nos abraçamos e ficamos ali por um tempo até o João bater na porta e me chamar. Subi pro quarto com ele e ficamos conversando por um bom tempo e decidimos que não ia tocar no assunto, ele respeitou minha dor como um bom amigo.
Capitulo VII : 2 anos longe dela
Meu destino foi os EUA, País super convidativo para estudar e trabalhar, e era isso o que eu queria, ocupar minha mente ao máximo para não ter muito tempo para pensar em Beatriz.
Dividia um apartamento com mais 3 garotas, uma Brasileira, uma Russa e uma Mexicana.
a brasileira se chamava Carol, 20 anos, morena, estudante de Administração e super descolada, Carol namorava a Russa que se chamava Alexcia, que tinha 22 e já era formada em letras e dava aulas de Inglês e Russo, era uma loira super alta, magra e bonita, muito bonita!
a Mexicana se chamava Maitê, era a mais velha, tenha 23, morena e com um corpo escultural, ela era estudante e professora de dança, Maitê chamava atenção por onde passava, a beleza e sensualidade dela chamava atenção de homens e mulheres, ela era solteira pois terminou com a namorada para tentar a vida nos EUA.
Peguei amizade bem rápido com as meninas, eram super divertidas e me ajudaram bastante a voltar a voltar a focar em outras coisas.
Eu estudava inglês pela manhã e a tarde trabalhava num café próximo ao nosso apartamento, as noites sempre ficava em casa com as meninas e aos fins de semana sempre saiamos juntas.
Maitê era a mais seria e reservada, enquanto Alexcia e Carol transavam loucamente a noite nós conversávamos sobre nossas vidas e pessoas que deixamos, começamos a trocar confidencias e a ficar amigas, até que ela e convidou pra uma apresentação de dança onde ela estudava, fui com as meninas e pela primeira vez em quase um ano quando vi aquela mexicana dançando toda sensual no palco senti vontade de transar com alguém, e ela dançava, sensualizava e olhava pra mim, Maitê naquele momento despertou meu desejo.
a apresentação acabou e fomos jantar em um restaurante mexicano, comemos e bebemos bastante e voltamos para o apartamento, como sempre as meninas entraram no quarto e começaram a transar e a fazer muito barulho e gemidos altos e ouvir aquilo me deixava com mais vontade de transar com Maitê.
Maitê pela primeira vez tirou a roupa na minha frente, entrou no banheiro e deixou a porta aberta, não pensei duas vezes e fui para o chuveiro com ela.
Nossa que corpo lindo, cheio de curvas, os seio de Maitê eram grandes e durinhos e a bunda dela era escultural, um belo par de pernas e o jeito que ela se molhava era mais que sensual, ela perguntou se eu não ia entrar, olhei pra ela, entrei embaixo do chuveiro, segurei ela pela nuca e comecei a beijar,
nosso beijo era quente e cheio de desejo, fomos nos beijando até a cama, eu não aguentava mais de tesão, puxei Maitê e a sentei na minha boca e a chupei com muito desejo acariciando seus seios e bunda,
Maitê começou a gemer alto e gostoso e eu queria ouvir ela gemer mais e mais, ela gozou e foi a minha vez...
ela me beijou e foi descendo escalando meu corpo com beijos, lambeu e mordeu meus seios deliciosamente, continuou me beijando e me mordendo até chegar em minhas pernas, abriu devagar e continuou fazendo brincadeirinhas até que eu senti a língua dela no meu sexo e ela me chupava com muito desejo e vontade, fizemos até amanhecer o dia e foi muito bom.
Fiquei com medo que ter transado com a Maitê deixasse um clima chato entre a gente, mas muito pelo contrario, só fortaleceu ainda mais nossa amizade, agora eu tinha uma amiga gostosa,mexicana e com benefícios. a Maitê me ajudou muito, me dava muitos conselhos, sei que se não amassemos outras pessoas chegaríamos a nos amar pois ela era uma ótima amiga e ser humano, que me deixava segura e só ela conseguia fazer a minha dor diminuir e assim se passaram 2 anos.
fiz boas amizades, cheguei lá para aprender um idioma e fiquei fluente em três, aprendi muita coisa com aquelas três meninas, aprendi a reaprender a viver e a cuidar novamente de mim.
e sou grata principalmente a Maitê por me ajudar a crescer nesses 2 anos.
Capitulo VIII : O retorno
Finalmente chegou o dia de voltar ao Brasil e meu coração estava apertado da mesma forma que eu cheguei lá, mas agora era diferente, estava triste por deixar aquelas amigas e voltar.
agora eu era uma mulher, só tinha uma certeza, a certeza de que voltara ao Brasil uma mulher segura e pronta para enfrentar a Beatriz.
Nesses 2 anos fora sempre falava com o João mas evitava falar ou saber da mãe dele, ele ainda tentou falar sobre ela umas 3 vezes mas viu que eu não estava interessada e depois da terceira tentativa respeitou meu silêncio.
Cheguei ao Aeroporto e o João e meus pais estavam me esperando, falei com meus pais e o João me arrastou pra encontrar nossos amigos no shopping, fomos jogar boliche e comer pizza.
Por um momento fiquei sozinha com o João na mesa e decidi me abrir e quebrar o silencio que durou 2 longos anos...
Lavínia:_ João, estou pronta pra conversar, me desculpa se eu não conversei antes, mas doia tanto que eu não conseguia conversar.
João:_ Eu sempre estive e sempre estarei aqui pra te ouvir, sempre!
Lavínia:_ Eu sei, fui embora pois amava tua mãe, ela me via como uma menina e ela não queria administrar aquilo, e quando vi ela com outra mulher não vi outra opção a não ser fugir, eu só queria sumir pra tentar deixar de sentir. mas não deu certo pois ainda a amo.
João:_ Lavínia, eu sei toda a historia de vocês, minha mãe e eu somos confidentes,amigos... e contamos tudo um ao outro. Não pense que só você sentiu, quando você foi embora minha mãe acabou no mesmo dia o relacionamento com a Betty, só ficava em casa e até pra dar aulas ela demorou a ter vontade, Tia Sandra e eu passamos uma barra com ela, mas ela começou a voltar a viver. ela ficava muito triste quando nos falávamos e você nem se quer perguntava se ela tava bem, ela pensa que você a detesta.
Lavínia:_ Não, eu a amo!
João:_ Eu sei, vocês se amam e eu amo as duas e quero ver vocês felizes, não foge mais, vocês precisam se ver e conversar, quando a gente encontra o amor de verdade a gente não pode deixar escapar.
Ficamos abraçados e quando voltamos pra casa decidi enfrentar meus medos e ir ver a Beatriz de uma vez...
Capitulo IX: Bem vinda, Amor (Final)
Chegamos na casa do João e eu estava super ansiosa pra ver o meu amor, não sabia se ela ainda me amava, me desejava... minha cabeça estava cheia de perguntas ansiosa pelas respostas e essas respostas só a Beatriz poderia me dar.
Entramos em casa e de cara vi a Tia Sandra, caramba que saudade daquela mulher maluca e amiga, ela correu até mim e começou a me abraçar e me dar cheiros, conversamos um pouco e ela disse que a Beatriz estava la em cima, acabara de subir pra tomar banho e se deitar.
Subi até o quarto dela e bati na porta do quarto e ela mandou entrar...
quando entrei a Beatriz tomou um susto, parecia que tinha visto um fantasma... meu coração disparou quando vi aquela mulher linda de Baby doll, não pensei que pudesse a amar mais, mas vi que a amava ainda mais que antes, minha mãos estavam geladas e meu coração chegando no estomago.
Fechei a porta do quarto e me aproximei dela, que cheiro bom, ela usava o mesmo perfume.
nos abraçamos, eu queria sentir o abraço dela, começamos a nos beijar e eu sussurrei no ouvido dela:_ Faz amor comigo?!
Prontamente ela passou a mão no meu rosto e me beijou com amor, um beijo lindo e esperado por 2 anos,
ela me encostou na parede e começou a me despir sem pressa, acariciando todo o meu corpo, me deitou na cama e eu tirei o baby doll dela, que corpo lindo ela tinha e aquele corpo me pertencia, parecia um sonho.
ela deitou por cima de mim e se encaixou, nos encaixávamos perfeitamente e ela gozou rebolando pra mim, gozamos juntas, só de ouvir ela gemer eu gozei.
fizemos amor, finalmente tive em meus braços o meu amor, foi lindo fazer amor com ela, lindo!
Passamos a noite inteira nos amando e fazendo juras até que adormecemos.
No dia seguinte acordamos e descemos para compartilhar nossa felicidade com o João e a Sandra, pessoas importantes que sempre nos amaram independente das nossas escolhas.
Hoje é nosso aniversario de 5 anos e sinto a mesma sensação que senti quando a conheci, ainda sinto o mesmo frio na barriga sempre que ela me olha, sinto que Beatriz é parte de mim, a parte mais bonita de mim.
e quero ter essa minha parte linda de mim pro resto de nossas vidas.
Fim.
Escrito por: Sheila G.

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