Gosto de provar te aos pouco, ir provando. Sou viciada no teu corpo, no teu cheiro, nos teus sabores. Sem saltar etapas provo cada centímetro teu ao mais ínfimo detalhe.
Ludibriada pelos teus contornos à meia luz, já o meu coração perde noção do seu ritmo. - Caralho, amo-te tanto. Olha para mim, consegues sentir!? Eu amo, cada, segundo em ti. Seca-se-me a boca, a raiva enrola-se em nós, uma raiva tão boa, uma vontade tão grande de nos termos mais. O corpo que me pertence e que grito ser meu, que não quero mais que outras mãos lhe toquem, o egoísmo que afaga a paixão, a raiva que me consome enquanto te consumo. Os beijos que me sufocam e que me fazem querer mais....Lamber a tua língua, os lábios, morder, rasgar. E a fome? A fome que dura horas, que ñ morre, que me arrepia a pele, que me faz perder a consciência. O corpo que exige o teu toque num grito de luxúria e devaneio. Isto é amor, não é só tesão, não é só vontade. É único. É um gostar intemporal, um tempo único, algo que ainda não existe palavra para descrever. Chamo-te de puta, pego nos teus cabelos, digo-te ao ouvido que te amo, que és minha, que me pertences. Faço juras guiadas pela fome, promessas de eternos. Deixo que a alma fale por mim. - Filha da puta! Amo-te porra! Amo-te tanto. E já no fim da tarde, quando adormeceste por breves instantes em mim, eu sei e tenho a certeza. O céu desceu à terra, mas o inferno subiu mais um pouco também.
N. S. A.

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