Wax Play
Texto retirado do Blog dapimenta
O BDSM é uma prática que une o prazer e a dor, ou melhor, onde muitas vezes se obtém o prazer pela dor. O Wax Play, ou Jogo com Velas, é uma prática sensual e que pode ser muito prazerosa mas, certamente, é uma das que oferecem maior risco imediato.
No fire play é o fogo que entra em contato com a pele, vamos entender melhor essas práticas, seus riscos, cuidados a serem tomados. Para isso, a primeira coisa que devemos fazer é tirar da cabeça a celebre frase: “Não brinque com fogo se não quiser se queimar”.SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR!
Além da consensualidade, o BDSM preza que as práticas sejam aplicadas da maneira mais segura possível, é obvio que após uma sessão de wax e fire play, dependendo da intensidade, vão aparecer marcas e a pessoa vai ficar dolorida, mas a segurança citada trata de evitar traumas nocivos à saúde, por isso antes de qualquer sessão tudo é conversado, principalmente no caso de sessões avulsas (onde não há uma relação estabelecida), quando existe um contrato esses limites já foram informados.
A questão toda é que o bom senso é essencial, o São do SSC (São Seguro e Consensual), é vital para uma sessão segura. Então não é indicado o consumo de álcool nem de nenhum tipo de entorpecente, nem pelo Top nem pelo bottom, é muito importante também que o Top conheça, entenda e respeite os limites do bottom, uma vez que ele pode perder o controle sobre si e não conseguir pronunciar a Safeword, ou um gesto ou sinal pré-estabelecido caso a comunicação verbal esteja interrompida.
Toda prática exige estudo dos envolvidos, sim, até mesmo para prender as mãos com um lenço é preciso entender de anatomia e quais são os riscos, é sempre indicado que Dominadores que gostam de extrapolar alguns limites e praticantes de técnicas mais perigosas tenham uma noção de primeiros socorros caso se faça necessário.
O WAXPLAY
O Waxplay é a prática que envolve o uso de velas no corpo do bottom, o que pode ocorrer de duas maneiras: apoiando as velas e forçando a imobilização física por causa do risco e o mais comum, pingando a cera derretida sobre o corpo.
É uma prática considerada muito sensual, prazerosa e bonita, porém requer muita atenção e cuidados para que não aconteçam acidentes, para isso temos que levar em consideração vários fatores determinantes para uma sessão de sucesso:
- Testar a sensibilidade do bottom: é essencial fazer testes em partes do corpo que são mais resistentes ao calor (vou explicar como já já), verificar se o bottom possui alergia à possíveis aromatizantes ou corantes presentes nas velas escolhidas;
- Escolher o tipo adequado de cera: a cera indicada para esse tipo de prática é a de parafina com óleo mineral, seu ponto de fusão é de 60°C, o que evita queimaduras;
- Distância entre a vela e o corpo: vamos à explicação que fiquei devendo, a resistência a dor e a calor varia muito de pessoa para pessoa, para entender o limite a ser respeitado é indicado que sejam feitos testes. Como fazer o teste? Vá pingando a cera da parte interna do braço começando a uma distância entre um metro e trinta e um metro e vinte, e vá diminuindo gradativamente até chegar ao ponto que o incomodo se torna insuportável, a partir daí o Top saberá a que distancia deverá manter a vela do corpo do bottom. O ângulo da vela também determina a quantidade de cera despejada, uma quantidade muito grande despejada de uma vez só pode gerar uma necessidade de uma distância maior. É muito, muito, mas muito mesmo importante lembrar que as mucosas do corpo humano são mais sensíveis, logo, é importante tomar muito cuidado com a distância e quantidade de cera, refaça o teste. O Waxplay envolve paciência, são sessões que podem durar horas devido às variáveis envolvidas.
- Usar óleo corporal nas áreas com pelos: recomenda-se o uso para evitar que a cera fique grudada, no caso de sessões em que a parafina vai ser jogada nas costas, é importante proteger o cabelo de possíveis respingos, isso pode ser feito com o uso de óleo ou enrolando a cabeça com um lenço;
- Removendo a cera: aquela parte em que a criatividade entra em cena, a cera pode ser retirada com a ajuda de uma faca (não precisa ser afiada e exige cuidado e conhecimento do Top sobre o manuseio da mesma), pode também ser retirada durante uma massagem, e por quê não durante um castigo com tapas ou utilizando um floger ou chicote.
Não usar nunca:
- Velas de cera de abelha: o ponto de fusão é de 120°C, ou seja, queimadura na certa;
- Velas à base de parafina em gel: esse tipo de parafina é altamente inflamável, o que gera um alto risco de incêndio;
- Velas de espermacete de baleia: tem um cheiro muito ruim e é extraída de animais em extinção;
- Vela de estearina: também é uma vela de origem animal que possui um cheiro nada agradável;
- Velas coloridas e aromatizadas (vendidas em mercados e lojas de artesanato, esotéricas, etc): é muito difícil de identificar os tipos de corantes e aromatizantes utilizados, esses corantes e aromatizantes também aumentam a temperatura de fusão, aumentando o risco de queimaduras;

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