(Post retirado do Blog Betina)


Mães lésbicas são tão reais quanto todas as outras e fazem parte desse novo cenário das relações familiares. Amar outra mulher não torna uma mãe menos mãe, mas a gente sabe que há o preconceito e as pessoas podem ser muito cruéis. Ser mãe e lésbica é antes de tudo seguir o coração sem seguir normas impostas pela sociedade.
Você e sua esposa decidiram aumentar a família. Depois de várias horas de pesquisas decidiram o método de reprodução e partiram para a luta. Consultas, preparação psicológica e muita expectativa. Idas ao shopping agora tem parada certa, lojas de roupas de bebês. O mundo parece está em sintonia com você nesse momento e basicamente tudo te faz lembrar que estás prestes a ter um filho, mesmo que não haja nada concreto ainda, mas você sabe e quer que esse sonho logo se concretize.
É preciso lutar para que tudo se torne mais fácil e descomplicado para que todas nós possamos ter acesso a maternidade.

Métodos de reprodução
– Ir para a cama com algum “amigo”.
Valor: Sem custos significativos.
– Inseminação caseira. Inseminação artificial caseira/alternativa, é o método mais utilizado por ser mais simples e mais em conta. Tudo o que necessita é de um doador de confiança. Entretanto alguns especialistas alertam para os perigos que podem existir, como por exemplo, ter uma infecção.
Valor: Custo Reduzido
Até o ano de 2013 não era permitido que a reprodução assistida fosse realizada por casais homoafetivos, mas essa realidade mudou com a resolução do Conselho Federal de Medicina CFM nº 2.013/13.”
– Inseminação assistida O procedimento consiste em fertilizar um embrião, em laboratório, para casais que desejam ter filhos. O que, muitas vezes, é a alternativa escolhida para casais homoafetivos. Nos casais femininos há duas possibilidades: inseminação artificial com de sêmen doado através de um banco de sêmen ou a fertilização in vitro. Neste caso, uma delas poderá ter seu óvulo fecundado por espermatozoide doado e ela mesma continuar a gravidez ou o óvulo fecundado de uma pode ser colocado no útero da parceira que vai engravidar, permitindo que as duas tenham participação no processo.
É importante ressaltar que alguns procedimentos continuam não sendo permitidos pelas normas éticas. No caso de mulheres homossexuais, não se pode utilizar o sêmen de um familiar (irmão) de uma das parceiras para fertilizar os óvulos de sua companheira, desta forma o doador não pode ser um irmão, familiar ou conhecido da paciente, pois os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente, é mantido o anonimato.
Processo de fertilização in vitro:
Os exames
Medicação
Retirada dos óvulos
Fecundação
Transferência dos embriões
O teste de gravidez
Valor: Custo de 12 mil a 15 mil reais.
Adoção
Infelizmente não há uma legislação que trate da adoção por parte de casais homoafetivos, há muito preconceito e sem amparo legal tal procedimento fica emperrado ema algumas batalhas judiciais. Mesmo assim é importante ressaltar que houve decisões favoráveis aos casais homoafetivos na adoção conjunta. No julgamento os juízes se pautaram nos princípios fundamentais da dignidade da pessoa garantindo assim o direito de crianças e adolescentes serem adotados e amados no novo lar.
Curiosidades:
Segundo pesquisa de Estatísticas de Registro Civil 2013, o Brasil registrou 3.701 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo no ano passado. Destes, 52% entre mulheres e 48% entre homens.
Na Suíça é a denominação família arco-íris que tem sido utilizada e, segundo Hermann-Green (2010), ela refere-se a uma família na qual pelo menos uma das pessoas responsáveis é homossexual, bissexual ou transgênero, conceituação que é aceita em Portugal onde a denominação família arco-íris também é utilizada
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