- Mariana Gouveia -


Vivi dentro dela dias seguidos.
Me vestia de flor.
Ledo engano
– ela que virava flor dentro de mim
Apenas peregrina quando a vontade atingia os sentidos.
Assim eu vivia e respirava ela.
Dei à ela a chave de todos os lados do corpo.
O de dentro e o de fora.
Entreguei-me em palavras e gestos.
Em poesias e canções.
Era ela tatuada na minha pele, na alma e
onde mais quer que estivesse e pudesse estar.
O ar que me faltava e a ansiedade da minha insônia.
Era ela a essência do riso, e a emoção do meu coração.
E tal qual posseira requerendo terra,
ela se ocupou da chave e nunca mais me devolveu.
Me rendi e me perdi em sua teia de amor.
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