sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Em que ano estamos?

Como uma taurina autêntica fiel a uma boa comida e a um bom sono de longas horas, em um dia desses acordei me sentido meio que mulher das cavernas . O que aconteceu? não estamos em 2017? ou estou em coma? Mas calma meu celular ainda está aqui. Continuo mulher (acabei de me tocar) e inclusive mais lésbica do que nunca .
Vejo as notícias : Nas ruas, sangue no asfalto. Uma travesti foi espancada até a morte. A multidão passa ao lado e ignora. O assassino está no meio dela e segue impune. Brasil, país campeão em homicídios de LGBTs nas Américas, a cada 25 horas acontece um assassinato por homofobia , crimes cuja única motivação é o ódio. Um juiz determinou que psicólogos podem reverter, regredir a homossexualidade, apesar de a Organização Mundial de Saúde, OMS, dizer o contrário. Era tudo que os homofóbicos precisavam para exorcizarem o demônio de nossos corpos. Para essas pessoas, que não entendem e nem aceitam as diferenças, gays, lésbicas, travestis e transexuais não nasceram assim, são libertinos porque apanharam pouco na infância. 

Estou assustada e amedrontada , por mim, por pessoas que amo e não sei até onde isso pode chegar!
Em nome de Cristo, homossexuais foram queimados vivos nas fogueiras da Inquisição. Retrocedemos ou nunca saímos do lugar? Já não sei mais ... Onde estou? Que século é esse?
Acho que 2017 era no meu sonho. Onde está meu celular?

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